Antes de falar sobre rótulos e papéis gostaria de mostrar quem sou através da minha visão de mundo e como me sinto diante dele. Bem-vinda(o) à minha essência mais profunda! 

Desde que me conheço por gente, gosto de gente! Gosto das trocas, de ouvir as pessoas contado suas histórias, suas experiências e com elas aprendo muito. Não preciso vivenciar para acreditar no que me contam e incorporar seus aprendizados também em minha vida. Parece paradoxal pois também sou muito questionadora, penso muito sobre qualquer assunto e percebo rapidamente quando tem alguma coisa errada na história (incoerências ou mentiras).

Vejo que por ser muito verdadeira e simples e por acreditar demais nas pessoas, isso de certa forma fez com que as limitações dos outros me limitassem por muito tempo. Mas hoje, com a maturidade, consigo perceber o que é do outro, o que é meu e separar as coisas. Não sou mais tão ingênua a ponto de acreditar em qualquer coisa que me dizem, porém sempre eu sempre dou o benefício da dúvida e um voto de confiança para qualquer pessoa. Pressuponho que ela seja boa originalmente. E isso também é algo forte que carrego dentro de mim: acredito que o ser humano é bondoso por natureza, mas que o meio e as adversidades podem trazer para fora o que há de pior em cada um. De qualquer forma, prefiro acreditar sim que a maioria das pessoas é boa e que o mundo ainda tem jeito!

O mesmo tanto que gosto de gente, gosto de conversar. Gosto muito de falar, mas também de ouvir. Para mim tudo é troca, troca de amor, troca de conhecimento. Me lembro de quando era criança que sempre depois do almoço eu ia no quartinho onde a ajudante da minha avó descansava. Ficava com ela ali conversando e lendo histórias para ela pois ela não sabia ler. Ela me dizia que adorava conversar comigo apesar de eu ser uma criança porque sempre aprendia comigo. E eu adorava ler para ela porque sabia o quanto ela gostava daquilo, daquele momento só nosso. E segui assim a vida toda, conversando com todos que aparecem no meu caminho. Busco tratar as pessoas como gosto de ser tratada, com gentileza e acolhimento, e por isso tenho muita facilidade de fazer contatos e estabelecer vínculos e amizade.

Outra característica minha é que sou uma abraçadeira de primeira! Gosto de abraços! Penso que eles são remédios para as dores e celebração para as alegrias. Quando estamos tristes, decepcionados, quando nos sentimos abandonados ou devastados, um abraço nos acolhe, encoraja, suga parte da dor que nos consome para fora de nós. Os abraços dizem que sempre há esperança, amor e solidariedade no mundo. Eles dizem que a pessoa pode contar com você quando precisar ou o quanto a ama, independente do que tenha acontecido. Abraços são mágicos! E todas as vezes que abraço alguém, respiro bem fundo, e tento parar o tempo ali, trocando e recebendo energia das pessoas, como se aquele fosse meu último suspiro. É um balsamo para meu coração e minha alma e tento emanar isso para a outra pessoa também.

Algo que para mim é muito profundo e sagrado também é o amor pelos estudos e pelos livros. Sempre sonhei em ter uma biblioteca gigante, daquelas antigas com madeira escura e uma escrivaninha cheia de gavetas. Não tenho os móveis, mas tenho muitos, muitos livros. Mais do que dou conta de ler. Para mim estudar nunca foi um esforço ou obrigação, mas um prazer incomensurável. Leio e estudo também como passatempo e descanso! Nunca saio de casa ou viajo sem um livro na bolsa. Acredito muito que o que levamos dessa vida é o amor, os laços construídos e o conhecimento adquirido. Vejo o estudo e a leitura como bussola para a vida e algo que carregamos sempre conosco.

Considerando as “regras sociais” de apresentação, o que posso dizer é sou uma Psicanalista Arquiteta ou Arquiteta Psicanalista (não tenho muita certeza do que vem primeiro pois ambas profissões permeiam minha vida e meu modo de ver e pensar o mundo), casada, mãe de um adolescente atleta e filha de um pai que ainda é meu herói (sim, entendo completamente minhas questões de Édipo! – psicanalistas entenderão rs). Trabalhei por mais de 20 anos em uma Instituição Bancária com Gestão de Projetos de Arquitetura e criação de novos modelos das agências físicas e digitais (escritórios). Parte do meu trabalho era entender o cliente e sua jornada para poder criar ambientes que correspondessem às suas necessidades físicas e emocionais. E obviamente o que eu mais gostava no meu trabalho, além da parte criativa, era desse contato com o cliente e com os profissionais parceiros com quem eu interagia durante a realização dos projetos.

Infelizmente nosso trabalho foi se tornando menos criativo e mais padronizado, voltado muito mais para números e indicadores. Os programas de desenvolvimento de carreira não observavam as habilidades e vontades dos colaboradores e por isso nos últimos anos acabei sendo “empurrada” a fazer coisas que já não tinham mais a ver com a minha competência, essência e valores. E para “dar conta” psiquicamente da situação e permanecer na empresa, fui em busca do autoconhecimento. Fiz dezenas de cursos até chegar na Psicanálise, a teoria por trás das outras técnicas que havia aprendido até então. Quando comecei a fazer o estágio (atendimentos) para conclusão do curso, o que era para ser somente para me entender e aprender a lidar melhor com as coisas, virou um grande amor. Juntou o meu “gostar de gente” com um propósito maior, uma forma de servir melhor ao próximo. Comecei a atender em paralelo com meu trabalho de arquitetura e no final de 2022 acabei saindo da empresa e estou me dedicando somente aos atendimentos individuais e mentorias até o momento.

Atualmente atendo como Psicanalista Integrativa utilizando nos atendimentos diversas técnicas além da Psicanálise em si: Linguagem do Corpo (análise de doenças e formato do corpo e do rosto para entendimento do comportamento e motivações por trás deles), ADI (acesso direto ao inconscente – técnica que mistura hipnose e reprogramação mental – PNL), mentoria para lidar com ansiedade do dia-a-dia, planejamento e organização do tempo e meditação, dentre outras coisas que acabam entrando como pano de fundo.

Todo esse texto foi só o começo. Pretendo compartilhar mais de mim, dos meus pensamentos e toda bagagem que construí ao longo desses meus muitos anos de vida. Nós somos muito mais dos que corpos e papéis, “somos feitos de poeira e estrelas”, como diria Carl Sagan (e isso para mim é muito mais profundo do que parece ser!).

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