Esse é um convite a mergulharmos lá no fundo e nas mentiras que contamos diariamente para nós mesmos que nos protegem dos sentimentos dolorosos… Pois é, aquela frase “todo excesso demonstra uma falta” significa que tudo que fazemos em excesso: consumir, comer, dormir, beber, sexo, navegar nas redes sociais, etc, vejam bem, EXCESSO (e a gente sabe quando passou do ponto), é porque a gente tem algo lá no fundo que nos machuca e que a gente não quer olhar. Então fica se distraindo com coisas de fora!
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Você já reparou como essas distrações parecem inofensivas no início? Mas é como se criássemos uma “camada” de distração sobre outra, até que a nossa própria dor fica inacessível, abafada por hábitos que parecem normais. Isso é um mecanismo natural do cérebro, chamado “evitamento experiencial”: fugir de tudo que ameaça nos fazer sentir algo desagradável. A fuga não cura. Só adia.
Mas existe uma dor, uma tristeza, uma raiva interior, muitas vezes inconsciente, que está lá provocando isso, mesmo sem você perceber. E agora a notícia mais chocante: trabalhar em excesso também é decorrente disso!
Você vai dizer: “Mas eu amo trabalhar!” E eu digo: “Sim! Claro que ama, pq isso te dá prazer!”
E o prazer que sente é justamente o que mascara a dor interna para a qual você não quer olhar! É muito melhor fazer coisas que dão prazer (momentâneos, diga-se de passagem) do que lidar com a dor. Mas se você nunca olhar para essa dor, uma hora a bomba vai estourar… Doenças, estafas, ansiedade, depressão, etc. Na verdade, tudo se retroalimenta e vira um círculo vicioso: tenho um problema que não consigo resolver, então foco no trabalho porque preciso e para não pensar no assunto. Começo a sair tarde todos os dias, mas estou “feliz” porque o trabalho está dando resultado, estou sendo reconhecida(o) ou conseguindo mais clientes, isso alimenta meu sistema de recompensa, inundando meu cérebro de dopamina, o que me motiva a continuar nesse ritmo, embora isso também me traga muito cansaço e uma queda na qualidade dos outros aspectos da vida e dos meus relacionamentos, que pode ser o problema que originou tudo.
Aqui vale um parêntese importante: quando o cérebro encontra uma “válvula de escape” que traz prazer imediato, como o trabalho, ele ativa o sistema de recompensa e cria um reforço de comportamento. Isso significa que quanto mais você usa o trabalho como fuga, mais difícil se torna parar. O problema não é trabalhar. É o que o trabalho está encobrindo.
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Muito do que chamamos de “Ansiedade”, na verdade, decorre de uma constante exposição às telas, somada à e repleta pressão de uma vida acelerada e cheia de obrigações. Para mitigar esse problema, é fundamental que as pessoas encontrem um equilíbrio saudável entre suas atividades diárias, o tempo dedicado às telas e os momentos de descanso. Além disso, é importante estabelecer limites saudáveis para o uso de dispositivos eletrônicos e priorizar o autocuidado. Promover momentos de desconexão, como atividades ao ar livre, práticas de meditação e autocuidado e o cultivo de relacionamentos interpessoais significativos, são medidas essenciais para cuidar da saúde mental. Ao reconhecer essa interação entre ansiedade, estilo de vida agitado e o uso excessivo de telas, podemos trabalhar em direção a uma vida mais equilibrada e harmoniosa, que promova o bem-estar mental e emocional.
O corpo, inclusive, dá sinais muito antes da mente desabar. Dores musculares, tensões, problemas digestivos, cansaço ao acordar… Tudo isso é a linguagem do corpo tentando dizer: “tem algo errado aqui”. A gente aprendeu a tratar só o sintoma, mas existe um caminho mais profundo e transformador: ouvir o que esse sintoma está tentando nos mostrar.
Então, amigas e amigos, minha dica de hoje, depois do textão é: prestem atenção aos excessos, principalmente de trabalho (hoje supervalorizado como a coisa mais importante da vida, quando na verdade ele é apenas uma das diversas áreas que precisam ser olhadas para se chegar a um equilíbrio).
Antes mesmo de buscar ajuda, experimente algo simples e poderoso: permita-se uma pausa. Uma pausa real. Um tempo só seu — para respirar com presença, tomar um banho com calma, caminhar sem rumo, ou simplesmente ficar em silêncio. O autocuidado não está apenas nas velas e chás, mas na coragem de desacelerar. Só que, para muita gente, esse parar dá ansiedade. A culpa aparece, o pensamento corre, o incômodo chega. E é aí que se revela o quanto fomos condicionados a funcionar no automático, como se o valor da nossa existência estivesse atrelado à produtividade.
Se você sente dificuldade em parar, se o silêncio te incomoda, ou se esses momentos despertam um vazio difícil de explicar… isso já é um sinal. Um sinal de que há algo dentro de você pedindo atenção.
📸 Kinga Howard | Unsplash
Se vocês perceberem que não estão dando conta de tudo, procurem ajuda profissional. Isso não é despesa, é investimento! Sai muito mais barato fazer terapia do que gastos com assistência médica e medicação! A saúde mental é como a saúde física, é melhor prevenir que remediar.
Se você chegou até aqui e se identificou com alguma parte desse texto, talvez esteja na hora de fazer algo por você. Costumo dizer que a primeira sessão terapêutica não é um compromisso com um tratamento — é um compromisso com você mesma(o). Um espaço de escuta, sem julgamentos, para acolher esse caos interno que muitas vezes você nem sabe nomear. Essa pode ser a pausa consciente que faltava para transformar a forma como você vive o dia a dia. Se quiser, estou aqui para te receber! 💜
✨ Se você sente que precisa desse respiro, te convido a viver a Sessão de Acolhimento — um encontro de uma hora para desacelerar, reorganizar o caos interno e sair mais leve e centrada.
Aqui não há obrigação de seguir com um processo terapêutico, podendo ser apenas uma sessão única — mas uma que já pode fazer diferença na forma como você se sente e vive o seu dia a dia.
Reserve seu momento aqui: 👉 [link da sessão]
📸 Crédito da Capa Ralph Darabos | Unsplash

